antonielle.pnc@hotmail.com | 20 de Maio de 2019

logo

Cível Quinta-feira, 06 de Dezembro de 2018, 16h:51 - A | A

INVESTIGAÇÕES ENCERRADAS

MP inocenta conselheiro de suposta fraude na venda de fazenda e arquiva inquérito

As declarações fizeram com que o promotor de justiça, Clóvis de Almeida Júnior, do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco), promovesse o arquivamento do caso

Lucielly Melo

image

O Ministério Público do Estado (MPE) arquivou o inquérito civil instaurado para investigar a compra e venda de uma fazenda do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antonio Joaquim, que foi acusado de cometer lavagem de dinheiro ao firmar o negócio.

O caso, inclusive, foi um dos que fizeram o Supremo Tribunal Federal (STF) manter Antonio Joaquim fora do Tribunal de Contas, há mais de um ano, já que o possível enredo ilícito teria envolvido sua vaga no órgão.

As investigações iniciaram quando o ex-governador Silval Barbosa, em delação premiada, afirmou que a negociação de compra e venda da propriedade rural “Rancho T PO”, localizada em Nossa Senhora do Livramento, vendida pelo conselheiro ao empresário Wanderley Fachetti Torres, dono da construtora Trimec, foi adquirida por dinheiro oriundo de propina.

A delação de Silval confirmou que ele teria adquirido 70% da fazenda e Wanderley os outros 30%, no valor de R$ 9,5 milhões.

Convocado a prestar depoimento, Silval voltou a confirmar que foi procurado pelo conselheiro, que lhe ofereceu a área. Ele também ratificou suas alegações de que Antonio Joaquim sabia que ele compraria o imóvel junto com Wanderley, mas que a negociação não tinha nenhuma relação com a vaga de conselheiro.

Já o dono da Trimec confessou que parte do valor usado para efetivar a compra da fazenda foi oriundo de propinas recebidas para execução de obras do Estado. Entretanto, negou que o conselheiro sabia da origem espúria do recurso, bem como não tinha ciência da participação do ex-governador na compra conjunta.

Falta de provas

As declarações fizeram com que o promotor de justiça, Clóvis de Almeida Júnior, do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco), promovesse o arquivamento do caso, por falta de provas contra o conselheiro.

"Sendo assim, a oitiva de Wanderley Fachetti Torres, coadunada à declarações do ex-governador do Estado Silval Barbosa em sede de colaboração, demonstram que houve envolvimento de dinheiro oriundo de propina no pagamento da Fazenda "Racho T PO", porém, quanto ao objeto do presente inquérito, qual seja, a possível negociação de vaga no Tribunal de Contas de Mato Grosso, não há qualquer indício de tal transação", entendeu.

“Portanto, considerando que o objeto do presente inquérito tem por intuito apurar irregularidade na venda de propriedade rural pertencente ao conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sr. Antônio Joaquim, à empresa Trimec - Construções e Terraplanagem Ltda., cuja negociação envolveria também sua vaga no referido órgão, com possível participação do ex-governador Silval da Cunha Barbosa, foram esgotadas as possibilidades de investigação do referido assunto”, completou.

Ao arquivar o inquérito, o promotor alertou que as investigações poderão ser retomadas caso haja novas provas do caso.

VEJA AQUI O DOCUMENTO QUE ARQUIVOU O INQUÉRITO

Imprimir


Comentários



APOIADORES