antonielle.pnc@hotmail.com | 20 de Maio de 2019

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Empresarial Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019, 09h:34 - A | A

PROCESSO DE FALÊNCIA

Ex-trabalhadores de usina ficam sem salários após mudança de administradores

As mudanças começaram em agosto do ano passado, quando o advogado Bruno Medeiros Pacheco foi substituído pela Alfajud Administração Judicial Ltda; agora quem atua no caso é a Valor Administração Judicial

Lucielly Melo

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As reiteradas transições de administradores judiciais da massa falida da Alcopan – Álcool do Pantanal Ltda, nos últimos seis meses, têm prejudicado sete ex-empregados da empresa, que estão sem receber seus salários e outras verbas. Eles foram demitidos no final do ano passado e até hoje não receberam, em desacordo com o que determina a lei trabalhista. 

A empresa entrou em falência em agosto de 2012, mas ainda não teve o processo concluído, que tramita há mais de 10 anos na 4ª Vara Cível de Várzea Grande, sob o comando atual da juíza Sílvia Renata Anffe Souza.

As mudanças de administradores judiciais começaram em agosto do ano passado, conforme o andamento processual disponível no site do Tribunal de Justiça, quando o advogado Bruno Medeiros Pacheco foi substituído pela Alfajud Administração Judicial Ltda.

Recentemente, houve nova alteração e passou a atuar no processo a Valor Administração Judicial, no lugar da Alfajud.

Indignado, um dos ex-trabalhadores procurou o Ponto na Curva e relatou que a juíza autorizou a liberação do pagamento antecipado em favor da atual administradora, no valor de R$ 60 mil, e não liberou o pagamento dos ex-funcionários. Ele não quis se identificar para evitar retaliações, já que também é credor no processo. 

Disse não entender o real motivo da empresa ter demitido o grupo sob a alegação de redução de custos, uma vez que o honorário pago a Valor Administração Judicial é o triplo do que recebia a Alfajud.

O ex-empregado alegou não concordar com o posicionamento da magistrada em trocar os administradores judiciais da massa, já que a situação implica no atraso do pagamento dos salários dos funcionários, “que nada têm a ver com essa situação e que em sua grande maioria são credores da massa e zelam pelo patrimônio, pois tem esperança de receber o que ainda falta dos seus créditos”.

“Por se tratar de um processo de falência, com recurso em caixa, não acho correto o tratamento que está sendo dispensado aos trabalhadores, que têm seus compromissos para pagar todos os meses e não recebem em dia”, destacou.

Outro fator apresentado pelo ex-empregador é que o não pagamento das verbas rescisórias dentro do prazo legal gera multa, o que implica em mais débitos para a massa falida, prejudicando ainda mais a situação dos credores. 

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Comentários

Paulo Roberto - 19/02/2019

Na verdade a corda só arrebenta pro lado mais fraco!! Enquanto alguns recebem uma fábula de dinheiro, o trabalhador só toma na cabeça. Cade o ministerio publico do trabalho que nao ve essas coisas. Acho que esse tipo de processo tambem e fiscalizado pelo ministerio publico do estado. Mais como deve ter peixe graudo no meio, ngm ve nada, não fala nada, não houve nada. Pouca vergonha que estão fazendo com essas pessoas.

Jonas Ribeiro - 19/02/2019

Sei não!!! Já vi esse filme em Cuiabá!!

Renato Oliveira - 19/02/2019

É um absurdo o que acontece nesse processo de falência. A remuneração da nova administração judicial (VALOR ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL, R$ 60 MIL REAIS POR MÊS) e do novo advogado da massa falida (A GONZAGA ADVOGADOS, R$ 45 MIL REAIS POR MêS) é uma coisa estratosférica. Cheira corrupção.

3 comentários

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